Com a pandemia, infraestrutura do ambiente de TI corporativo deixa de ser responsabilidade dos gestores da área para ser dividida. Não é mais novidade que estamos vivendo em um cenário que se torna a cada dia mais digital. A tão esperada Transformação Digital para alguns segmentos da economia foi não somente antecipada com a chegada da pandemia, que mudou radicalmente, a vida do planeta, mas acelerada.
salvação das empresas na pandemia
A migração repentina para o ambiente digital tornou-se a estratégia adotada por diversos setores para sobreviver no mercado. Muitas empresas ainda experimentam esse formato pela primeira vez. Apesar dos inúmeros desafios que a crise do Covid-19 impõe diariamente à sociedade. A tecnologia atua como uma “tábua de salvação” para muitos segmentos, permitindo transpor dificuldades em um cenário incerto.
Nos últimos três meses, a tecnologia impactou diretamente o trabalho remoto e se tornou a única alternativa para que profissionais e empresas mantivessem suas operações, escolas continuassem o ano letivo e consumidores pudessem se divertir. Mantendo a roda da economia em movimento. Naturalmente, essa mudança de comportamento impulsionou a demanda por serviços considerados essenciais, como energia elétrica e internet.
Segundo a Anatel, em março, quando iniciou a quarentena, o tráfego de dados no país aumentou entre 40% e 50%. Com esse crescimento, muitos consumidores perceberam oscilações na velocidade da internet ou ficaram sem serviço por horas, o que gerou queixas e dores de cabeça para operadoras e empresas do setor.
O risco do apagão digital no novo normal
Esse fator provocou diretamente uma queda de produtividade nos ambientes de trabalho, que passaram a enfrentar transtornos constantes. Sem energia, sem internet, sem conexão e, consequentemente, sem entregas. Nesse “Novo Normal” da vida dos brasileiros, o temor do chamado “Apagão Digital” bateu à porta e passou a preocupar fabricantes e fornecedores. No caso da energia elétrica, por exemplo, o setor sempre se preparou para lidar com desafios críticos, porém conhecidos e esperados, como a falta de energia em períodos sazonais causados pelo excesso ou escassez de chuvas. Hoje, entretanto, o cenário se tornou instável e exige atenção redobrada diante do que está por vir.
Seja qual for o futuro próximo, a sociedade recebeu um alerta claro: precisamos investir em infraestrutura em todas as instâncias para lidar com essa nova demanda. Somente assim o Brasil estará preparado para garantir condições sustentáveis que preservem e mantenham as atividades econômicas em funcionamento.
Os desafios do Home Office
Se antes a única preocupação do trabalhador era desempenhar a sua função tecnicamente a fim de atingir metas com maior produtividade, agora em home office, a infraestrutura também passou a fazer parte do desempenho profissional. Não percebemos, mas estamos frequentemente sujeitos a interferências que podem prejudicar ao fornecimento de rede elétrica e, consequentemente, a conexão de nossos dispositivos eletrônicos conectados à internet. Estamos preparados para essas quedas/faltas de energia e conexão em nossos home offices?
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Conclusão
Em suma, antes da pandemia, os gestores de TI assumiam integralmente a responsabilidade pela infraestrutura corporativa. Hoje, essa responsabilidade se divide. O usuário também se torna corresponsável pelas boas práticas do ambiente de trabalho, seguindo disciplinas e uma lista de prevenções que ajudam a preservar o sistema e reduzir os prejuízos causados por blecautes ou apagões digitais. A questão central agora é como empresas e profissionais planejam e executam a infraestrutura de TI — do mais simples ao mais complexo — para alinhar suas ações aos objetivos de negócios e garantir que a Transformação Digital entregue valor à sociedade no pós-pandemia.
*Pedro Al Shara é CEO da TS Shara
Publicação original: CIO https://bit.ly/2XxjzUZ
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