Mais espaço para os nobreaks

Noticia: mais espaço para os Nobreaks - Empresas

O setor em crescimento

Falhas no fornecimento de energia elétrica trazem, de forma cada vez mais evidente, novas oportunidades para os fabricantes de nobreaks. No entanto, embora essa realidade seja clara para especialistas, o desconhecimento ainda grande de pequenas e médias empresas, bem como dos consumidores residenciais, permanece sendo um entrave significativo para a expansão do setor no Brasil.

Panorama geral e desafios iniciais

Quedas repentinas de energia elétrica, que poderiam ser encaradas como alerta e oportunidade para investir em equipamentos de proteção, ainda são vistas por muitas empresas e também por consumidores como algo sem tanta importância. Em geral, esse comportamento se explica principalmente pelo desconhecimento em relação à real função do nobreak e, ao mesmo tempo, pela falta de recursos financeiros disponíveis para investir.

Contudo, segundo especialistas do setor, há uma tendência cada vez mais evidente de crescimento na procura. Isso ocorre, sobretudo, entre pequenas e médias empresas, que começam a perceber, de forma clara, que parar a produção ou perder dados pode custar muito mais caro do que investir na compra de um equipamento de proteção adequado. Assim, a percepção sobre os prejuízos potenciais está, aos poucos, mudando o comportamento de parte do mercado.

A conscientização necessária

“Nosso maior objetivo é conscientizar pequenas e médias empresas de que o nobreak é essencial. Muitas delas ainda não conhecem o equipamento e, quando conhecem, acham caro. É preciso explicar que o custo de ficar sem energia é muito maior do que o da compra do produto”, afirma Sakher Al Shara, diretor da TS Shara, tradicional empresa fabricante de nobreaks no Brasil.

De acordo com ele, as empresas de grande porte já têm essa consciência consolidada. No entanto, os consumidores residenciais, que formam um público igualmente importante, ainda não despertaram para a relevância do uso do equipamento. “O setor residencial ainda não cresceu porque as pessoas acreditam que podem ficar sem energia elétrica por alguns minutos, mas não percebem o risco que correm. A queda repentina pode causar a queima de equipamentos”, ressalta o executivo.

Função prática dos nobreaks

Al Shara explica de forma didática que o nobreak tem como função essencial manter os equipamentos funcionando por determinado tempo após a queda de energia e, além disso, evitar danos causados por oscilações ou interrupções repentinas. “Com ele, dá para salvar dados, desligar a máquina de forma correta e proteger o equipamento. Isso evita prejuízos”, reforça.

Esse ponto é crucial, pois em ambientes corporativos, como escritórios ou indústrias, alguns segundos de apagão ou instabilidade podem significar não apenas perda de informações valiosas, mas também interrupção de processos produtivos que geram prejuízos financeiros consideráveis.

Crescimento recente do mercado

O mercado de nobreaks no Brasil cresceu 15% em 2014 em comparação com o ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). Foram produzidas 1,2 milhão de unidades em 2013 e, no ano seguinte, o número alcançou 1,38 milhão.

A expectativa dos especialistas é que esse número aumente ainda mais em 2015, especialmente em razão do risco de problemas no abastecimento de energia. “Sempre que há risco de racionamento ou de apagões, o mercado reage positivamente. O consumidor fica mais atento e procura se prevenir”, afirma Al Shara, destacando como fatores externos podem impulsionar a demanda.

Comparação internacional

Apesar do crescimento observado, o Brasil ainda tem muito espaço para ampliar a participação dos nobreaks. Nos Estados Unidos e também na Europa, esses equipamentos já são bastante difundidos, inclusive entre os usuários residenciais. Isso demonstra que a expansão do mercado brasileiro depende não apenas de fatores conjunturais, mas também de um trabalho consistente de educação e conscientização dos consumidores.

Obstáculos relacionados ao preço

Outro desafio para o setor é o preço médio do equipamento. No Brasil, os nobreaks custam, em geral, entre R$ 300 e R$ 1.000, variando conforme a potência e o tempo de autonomia oferecido. Para pequenas empresas, que ainda enfrentam limitações orçamentárias, esse investimento pode ser considerado alto.

PEDRO AL SHARA“A conscientização é fundamental. É preciso que as pessoas percebam que o custo de ficar sem energia é muito maior. Uma pequena empresa que perde dados ou para a produção por uma hora pode ter prejuízos irreversíveis”

alerta o executivo Pedro Sakher Al Shara.

Informação e educação do consumidor

Além do aspecto financeiro, outro ponto crítico para o crescimento do setor é a falta de informação do consumidor final. “Muitas vezes, ele nem sabe para que serve o nobreak ou confunde com estabilizador. É um trabalho de educação do mercado”, afirma Al Shara.

Esse desconhecimento reforça a necessidade de campanhas de informação mais claras e acessíveis, de forma que os consumidores consigam compreender que o nobreak não é apenas um acessório, mas sim um dispositivo fundamental de proteção contra perdas e prejuízos.

Perspectivas para o futuro próximo

Para o diretor da TS Shara, o potencial de crescimento é grande e, caso o país enfrente uma crise energética em 2015, a procura pelo produto deve aumentar de forma imediata. “É um mercado que ainda tem muito a crescer, principalmente entre pequenas empresas e residências”, conclui.

  • 15%
    foi o crescimento do setor de nobreaks em 2014 em relação ao ano anterior.

  • 18 mil
    unidades de nobreaks produzidas, em média, por mês no Brasil em 2014.

  • 30%
    de aumento na procura pelo produto em momentos de crise energética.

Conclusão: espaço para evolução

Portanto, ainda que os nobreaks tenham avançado em termos de produção e de conscientização, o mercado brasileiro apresenta enorme potencial de expansão. Com maior disseminação de informação, com mais campanhas educativas e com um olhar estratégico para os consumidores residenciais e pequenas empresas, o setor pode consolidar seu crescimento.

Além disso, diante da possibilidade de crises energéticas, o nobreak deixa de ser visto como gasto e passa a ser reconhecido como investimento essencial em segurança e continuidade.

 

Veja mais: Oscilações de Energia: Entenda as Causas e Como Evitar Danos.

 

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